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Arquivo de 'Photoshoots'



03.04.2018
postado por João Davis e categorizado como Dakota Johnson, Entrevista, Fotos, Photoshoots

A edição de 29 de março da revista Grazi Italia trás Dakota Johnson na capa e uma pequena entrevista onde fala um pouco sobre sua relação com sua amiga Gia Coppola, Luca Guadagnino, entre outros assuntos. Foram liberadas também diversos outtakes. Confira tudo a seguir:

Quando conheceu Gia Coppola pela primeira vez?
DJ:
Acho difícil lembrar, somos amigas desde que éramos jovens. Nós crescemos em Los Angeles, frequentamos os mesmos lugares, redefinimos a atmosfera do cinema graças à nossa família. Essas fotos, no entanto, é uma estreia para nós, é a primeira vez que formamos uma equipe. E devo dizer que foi uma descoberta.

Em que sentido?
DJ:
Fiquei impressionada com a maneira que Gia interpreta e transforma a realidade com sua imaginação. Ela tem uma intensa perspectiva, repleta de nuances e emoções. Gosta de trabalhar em um ambiente informal e envolvente. No entanto, ao mesmo tempo, ela é precisa, eficiente e tem controle de todos os detalhes.

Essas fotos não foram feitas em um estúdio fotográfico comum, frio e asséptico, mas em uma casa da família Coppola. Qual efeito isso teve?
DJ:
Bem, isso também foi emocionante. É a casa do tio de Gia, um ambiente muito especial que encantaria alguns cineastas. Aqui cada parte de mobília, cada eixo do assoalho parece ter uma história, cercar uma memória. E eu sinto que foi um privilégio entrar nesse universo bastante íntimo. Para mim, todos os objetos foram arrumados, pode-se ver que eles foram escolhidos ao longo do tempo com grande paixão.

Há três anos, em Pantelleria, dentre outras coisas em outro lugar magnífico, você gravou A Bigger Splash, dirigido por Luca Guadagnino. E, logo mais, a veremos como protagonista de Suspiria, trabalho do mesmo diretor. Você ficou decepcionada que no último Oscar o filme dele, Call Me By Your Name, ganhou apenas o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado?
DJ:
Eu gosto muito dele e me considero sortuda por ter compartilhado muitas experiências com um profissional como Luca. Gostamos de nos comparar e testar um ao outro. Realmente espero que não percamos as oportunidades de continuar colaborando. Também porque ao lado dele tenho a impressão de crescer e amadurecer, não só como atriz, mas também como pessoa.

O que você quer dizer?
DJ:
No set de Suspiria, por exemplo, foi um desafio importante para mim. Sempre que estávamos filmando uma cena, eu me sentia sobrecarregada pelas emoções. Certamente foi uma experiência estressante, mas também gratificante para uma atriz como eu.

Com Guardagnino, você conheceu a Itália. Primeiro Pantelleria, depois Varese, onde várias cenas de Suspiria foram gravadas. Qual opinião você tem do nosso país?
DJ:
Eu sinto que tenho um jeito italiano de ver as coisas. E tenho que agradecer a Luca por isto. Eu não teria sido capaz de descobrir e entender nada sobre esse país sem a ajuda dele e as pessoas incríveis que ele me apresentou. Hoje, elas se tornaram meus amigos.

Sobre limites importantes. Você apoiou ativamente sua melhor amiga, Sarah Nininger, que hoje lidera a organização sem fins lucrativos Action in Africa.
DJ:
De fato, nas minhas primeiras férias, decidi juntar-me a ela em Uganda, onde ela está realizando um projeto para crianças em dificuldade e com deficiência.

Há quatro anos, você salvou 12 cavalos do matadouro. Quão importante é um compromisso desse para uma atriz como você?
DJ:
Minha avó [a atriz Tippi Hedren] transmitiu a importância de estar à frente de muitas batalhas. Estou atenta às questões que envolvem os direitos de pessoas e animais, mas isso não me parece incomum. Eu simplesmente uso minha posição para ajudar aqueles que sofrem ou aqueles que precisam.

Por que você decidiu atuar? Foi uma forma de se realizar um pouco nessa jornada da sua família?
DJ:
Você quer a verdade? Eu não acho que consigo fazer mais nada. Comecei a atuar porque cresci rodeada de atores, vivi minha infância brincando em sets de filmagens, correndo entre as pernas de cineastas e diretores. O cinema sempre foi o que eu queria, o mundo que mais me fascinava. De certo modo, me considero feliz por não ter outra escolha.

O quanto você sentiu que sua carreira mudou desde que começou?
DJ:
Muito, muito mesmo. Tive que aprender a me sentir divertida. Sempre penso que para ser bem sucedida em qualquer trabalho, os obstáculos devem ser superados e forçados a continuamente me desafiar. Mas, no final, você sempre faz alguma coisa.

Em entrevistas, você nunca escapa dessas perguntas. Qual o efeito para você ter dois pais famosos e como conseguiu gravar as cenas de sexo em Cinquenta Tons? Você não acha que chegou a hora de virar a página?
DJ:
É claro que chegou. Mas, eu não penso, por esta razão, que o passado é um fardo pesado para mim. Sou grata pelas oportunidades que tive e pelas experiências positivas que tenho passado, tanto quanto estou curiosa e animada para descobrir o meu futuro.

Na sua opinião, a autoconfiança é algo que alguém nasce tendo ou é construído ao longo do tempo?
DJ:
É algo que tem a ver com a capacidade de sair da zona de conforto para lidar com situações difíceis que muitas vezes são uma grande fonte de ansiedade. Eu oscilo muito entre estas duas dimensões. Mas, aprendi que, são duas realidades que podem ser vividas juntas. Tenho confiança suficiente em mim para saber que, mesmo que às vezes eu me sinta insuficiente, nenhuma situação difícil me matará e eu posso encontrar algo de bom e positivo mesmo em um desastre.

Tradução: João Guilherme e Laura M.

27.03.2018
postado por Laura Melo e categorizado como Dakota Johnson, Entrevista, Fotos, Photoshoots

Na nova edição da revista norte-americana ELLE, contém uma breve entrevista de Dakota falando sobre a nova fragrância da Gucci, chamada “Gucci Bloom: Acqua di Fiori”, sua família e próximos projetos. Além disso, foram liberados dois outtakes promocionais da campanha. Confira tudo à seguir:

O Plaza Hotel de Manhattan, em 1992: Dakota Johnson, de três anos de idade, é acordada à noite pelo casal do momento, seus pais, Melanie Griffith e Don Johnson, voltando para casa de uma festa–Griffith ainda com seu casaco de pele marrom, suas mãos congelando. “O cheiro dela era de neve, seu perfume e cigarros,” Dakota se lembra agora, envolta em um roupão branco macio e segurando um copo de chá. Ela fecha os olhos. “Me lembro disso como se fosse ontem.”

A memória de Johnson para aromas sempre foi um ponto forte. “Eu acho que meu olfato está realmente no ponto,” ela diz. Como o rosto da Gucci Bloom, ela traz uma certa fisicalidade etérea para a natureza intangível do cheiro: Veja-a mergulhar, de vestido, em um lago pitoresco ao lado da modelo/atriz Hari Nef e artista Petra Collins na propaganda romântica da fragrância. Ela saúda a nova “Gucci Bloom: Acqua di Fiori”, com uma diferença verde da fragrância original que será lançada nesse mês, como uma “arte usável”, inventada pelo diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele e o perfumista Alberto Morillas. “Há algo misterioso e de-outro-mundo sobre perfumes,” ela diz. “Eles podem realmente criar uma atmosfera. E fazer de você uma atmosfera não é uma coisa linda?”

Nem todas as histórias de beleza de Johnson conjuram imagens tão lindas. Ela credita seu hábito de usar óleo de coco às filmagens do remake do filme de terror italiano do diretor Dario Argento, Suspiria. “Nós estávamos em um hotel abandonado no topo de uma montanha. Havia 30 postes de telefone no telhado, então tinha eletricidade pulsando pelo prédio, e todos estavam dando choque no outro,” ela diz. “Estava frio para caramba, e muito seco. A única coisa que ajudou foi me banhar de óleo toda noite. Agora eu viciei.” Ela também é devota de usar o sublingual Care By Design de conta-gotas para conseguir dormir durante viagens (“Eu tento me apagar em aviões; se eu não faço isso meu mundo inteiro cai”) e um novo hidratante biotecnológico desenvolvido pelo cientista de células tronco alemão e amigo da família, Augustinus Bader.

O DNA A-list de Johnson pode ser detectado em tudo desde sua voz suave e clara como um sino (obrigada, mãe), o nobre ângulo de sua mandíbula (que vem da heroína de Hitchcock, sua avó, Tippi Hedren) até a mistura sofisticada de coragem e vulnerabilidade que ela traz aos seus personagens. “Estou muito ciente de que venho de uma família especial,” ela diz. “Tenho muita sorte de ter essas duas mulheres como minhas matriarcas. Não preciso olhar em outro lugar para achar orientação e inspiração.”

Com a franquia de Cinquenta Tons para trás, e Suspiria“que, sem mentiras, me fodeu tanto que precisei de fazer terapia,”–finalizado, Johnson está focando em sua própria companhia de produção. “Já aceitei o fato de que os projetos nos quais quero trabalhar não existem, então terei que criá-los para mim mesma,” ela diz. “Me sinto incrivelmente grata por estar em uma posição capaz de fazer isso.” Ela arrasou em psicodrama (A Bigger Splash, em 2015), comédia (How to be Single, em 2016) e aventura (The Peanut Butter Falcon, que ainda não estreou), e ainda assim, ela diz, “há muito mais experiências a se ter. É muito bom ainda estar aprendendo sobre as coisas que amo.”

Quanto ao nariz hiper astuto? Johnson acha que isso poderia funcionar para um papel algum dia, também. “Talvez haverá uma personagem que curte muito óleos,” ela ri. “Eu poderia fazer algo com isso.”

SCANS > 2018 > ELLE US

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Tradução: Laura M.

03.02.2018

Durante a divulgação de ‘Cinquenta Tons de Liberdade’, Dakota Johnson e Jamie Dornan concederam entrevistas a uma série de veículos midiáticos, e um deles foi a revista 8 Days. Junto com a entrevista, foram liberados novos outtakes para o promoshoot do filme, contidos nos scans. Confira tudo à seguir:

Finalmente chegou a época: Cinquenta Tons de Liberdade, o clímax do último capítulo da trilogia erótica entre o dominador e amante Christian Grey e a doce estudante virgem Anastasia Steele, estreia nesta quinta-feira.

É difícil de acreditar que há pouco tempo atrás (ok, tem quase uma década) que Cinquenta Tons começou humildemente como uma fanfic de Crepúsculo escrita por E. L. James. Até então intitulada “O Senhor do Universo”, que havia um Edward Cullen reinventado como magnata profundamente envolvido com sadomaquismo, antes de James – qual é a palavra? – reciclar o material com personagens que tinham nome originais e abandonar a inclinação sobrenatural, Cinquenta Tons de Cinza nasceu.

O livro – e suas sequências, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade, – não eram obras-primas literárias, mas viraram um tremendo sucesso vendendo 100 milhões de cópias mundialmente. Bem em breve, James tinha Hollywood batendo a sua porta (segundo notícias, os direitos foram vendidos por US$5 milhões).

Lembram quando os fãs foram à loucura quando Charlie Hunnam e Dakota Johnson foram anunciados como Grey e Steele, e ainda mais à loucura quando Hunnam saiu e foi substituído por Jamie Dornan? Tempos insanos.

Dito isso, vamos deixar Dakota Jonhson e Jamie Dornan refletirem sobre suas lembranças ao gravarem a trilogia.

Agora que o terceiro e último filme da trilogia Cinquenta Tons está finalizado, como você se sente?
DJ: Me sinto nostálgica, grata pela experiência e animada para o futuro.

Como foi o último dia no set?
DJ: Foi muito surreal, nós tínhamos trabalhado a noite toda e estávamos aguardando o sol nascer para a última cena, mas parecia que nunca ia nascer! Estávamos esperando e esperando. Então, finalmente conseguimos gravar e foi uma linda manhã.

Anastasia se reconcilia com Christian no segundo filme, mas dessa vez em seus próprios termos. Como o relacionamento dos dois se desenvolve agora em Cinquenta Tons de Liberdade?
DJ: Eu acho que nesse terceiro filme, Anastasia e Christian ambos descobriram que será um constante fluxo de controle e poder entre eles. Mas, por terem decidido se casar, eles tomaram a decisão consciente de honrar ao outro e focar em seu relacionamento como algo que tem vida própria. Dessa forma, nenhuma influência ou ameaça externa pode manchá-lo. Dito isso, Anastasia reconheceu e aceitou o lado mais sexual e dominador dela, que é uma força motriz no filme.

E como ela lida com estar casada?
DJ: Por se espelharem tanto, uma vez que se casam, Anastasia se torna talvez um pouco mais confiante devido ao fato de que ela tem mais responsabilidades. Agora não é só sua vida mais, mas também a vida de seu marido e depois de seus filhos. Eu acho que casamento combina sim com ela.

Como foi gravar a cena do casamento?
DJ: Foi engraçado e bizarro. Nunca havia gravado uma cena de casamento antes. Mas foi ótimo porque foi uma das vezes em que o elenco todo estava lá e é sempre bom ter todos juntos.

Então, como nos filmes anteriores, há lugar também para o humor em Cinquenta Tons de Liberdade?
DJ: Absolutamente, você precisa do alívio cômico nesses filmes.

É difícil para você às vezes manter a cara séria no set?
DJ: Ah sim. [Uma vez que] eu rio, acabou – é como um trem em fuga e nós temos que começar de novo.

Christian Grey é um ser humano bem complexo. O que você acha que Jamie trouxe para o personagem?
DJ: Ele é complexo, e eu acredito que Jamie trouxe sofisticação e um tom cômico ao personagem. Christian poderia ter sido um personagem que é bem frio e fechado, mas Jamie é uma pessoa afetuosa que trouxe um quê de calor à ele.

E você dois desenvolveram uma amizade verdadeira durante o curso desses três filmes.
DJ: Absolutamente, sinto que seremos amigos para sempre. Jamie e eu passamos por essa jornada juntos, ele é o mais próximo de saber como foi toda essa experiência e vice-versa.

Como o relacionamento e a química ajudaram vocês a gravarem as cenas mais intensas e íntimas?
DJ: Se não nos déssemos bem como damos, teria sido muito mais difícil. Gravar cenas íntimas não é confortável, e elas são amplificadas à medida que a história prossegue; então, se eu não confiasse nesse ou não me sentisse segura teria sido um pesadelo.

No coração disso tudo está a história de duas pessoas que se amam.
DJ: Sim, absolutamente. Eu acho que Christian e Anastasia se encontram no outro. Há, de verdade, um amor profundamente investido, e com isso vem a paixão explosiva sem julgamento. Não existe outra pessoa para nenhum dos dois.

Mas o amor deles é testado em todos os filmes. Qual o maior desafio que eles têm de encarar em Cinquenta Tons de Liberdade?
DJ: O maior teste é o fato de que ela engravida antes de qualquer um deles estarem prontos para ter um bebê. Ter que perder uma parte dela é uma ameaça para Christian e talvez, subconscientemente, para Anastasia também, porque ela é muito nova. E também tem algumas pessoas que tentam mexer com os dois e arruinar seu relacionamento. [O antigo chefe de Ana que se tornou perseguidor] Jack Hyde volta e não está de bom humor para as coisas…

Anastasia Steele é uma personagem tão icônica. Como você a vê?
DJ: Eu a vejo como uma mulher muito honrável. Ela é inteligente, forte, digna e graciosa. Ela respeita a si mesma e outras pessoas. Ela é compassiva e decidida. Ela é uma mulher inspiradora e uma pessoa boa.

Como você diria que ela cresceu durante esses três filmes?
DJ: Anastasia possui um ótimo arco emocional e psicológico. Vinda de um ambiente protetor e uma perspectiva semi-inocente, e no fim sendo a derradeira mulher feroz, corajosa, expressiva e protetora. Essas são as características que mais admiro nela, junto com o fato de que ela é perpetuamente verdadeira consigo mesma. Não há um momento em que ela se compromete por algo ou alguém. Isso faz dela uma inspiração inesperada para mulheres lutando para descobrir sua própria força.

Quando você olha para trás, para todas as experiências enquanto gravava os filmes, deve haver algumas memórias especiais.
DJ: Nós passamos anos nesses projetos… há milhares de momentos e memórias especiais. A coisa mais importante para mim, sobre toda essa experiência, são as pessoas que conheci e os relacionamentos que construí. Encontrei algumas pessoas mágicas nesse projeto e serei grata a isso para sempre.

Jamie também mencionou nossa amada algumas vezes, confiram:

Você não só tem uma ótima química com Dakota nas telonas, mas vocês dois também se dão muito bem.
JD: Nós temos um carinho grande pelo outro. Dakota e eu tivemos que ter química para fazer isso funcionar desde o início, e agora nós continuaremos sendo amigos apesar da franquia estar chegando ao fim. Passamos por esta jornada juntos. Eu acredito que sempre teremos o apoio um do outro, justamente por causa do impacto que esses papeis tiveram em nossas carreiras e personalidades. É uma conexão que durará para sempre.

Sua amizade com Dakota Johnson fez essas cenas mais fáceis de serem gravadas?
JD: Fez, porque nessas situações tudo se resume à confiança. Você pode se sentir muito exposto e vulnerável ao gravá-las. Nós sabíamos que tínhamos o apoio do outro e éramos até mesmo capazes de rir um pouco, o que é bom. No primeiro filme ainda estávamos nos conhecendo, mas eu acredito que nossa amizade certamente deu um passo à frente desde então e tornou esses momentos mais fáceis para nós.

E você e Dakota também dão risada no set?
JD: Temos que rir! Não faria esse trabalho se não me divertisse. Eu me lembro que não conseguíamos parar de rir durante a cena do casamento, quando percebemos que o mesmo cara que estava conosco na cena do elevador no primeiro filme estava sentado lá, na fileira da frente. A vida é muito curta e você tem que aproveitá-la. Eu e Dakota nos fazemos rir facilmente. Você tem que respeitar seu trabalho, mas também se divertir, pois somos atores e nossa missão é entreter as pessoas. Então, como que você fará isso se não é capaz nem mesmo de se divertir? Isso vai para qualquer trabalho. Meu pai era cirurgião, mas ele nunca se levou muito à sério e é uma das pessoas mais engraçadas que já conheci.

Quem é pior em manter a cara série, você ou Dakota?
JD: Dakota, porque uma vez que ela começa a rir, você não consegue fazê-la parar – ao ponto que ela começa a chorar e tem que se afastar.

SCANS > 2018 > 8 DAYS

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Tradução: Laura M. e Bárbara S.

16.01.2018

Deusa! Dakota Johnson é a mais nova capa da revista norte-americana Allure e, além de várias novas fotos lindas dela tiradas por sua parceira na campanha Gucci Bloom, Petra Collins, traduzimos a entrevista na íntegra para vocês. Vejam, a seguir, scans, outtakes, screencaps e (em breve) o vídeo dos bastidores legendado!

O típico perfil de celebridade abre com uma descrição do que o sujeito está usando—a saia jeans que encaixa nela como um abraço caloroso, ou como ela largou seus sapatos e seus pés estão “escondidos sob suas pernas.” Mas estou perdido quanto à descrição do que o sujeito está vestindo porque não conheci Dakota Johnson. E, de fato, nunca irei. Devido às demandas de ser uma celebridade e uma enxaqueca inoportuna, não é meu destino conhecer a atriz de 28 anos. Desse modo, ao invés de fazer uma introdução da aparência de Johnson, eu te ofereço uma descrição do que estou vestindo: um suéter azul escuro de lã merina (que encaixa em mim como um abraço caloroso), calças com estampa de camuflagem que eu uso apesar de uma mancha abaixo do joelho esquerdo, tênis velhos que minha mãe zomba (e guardo rancor dela por isso). Há muito o que falar desse relacionamento e eu posso ter tempo o suficiente para fazer isso porque meu prazo é iminente e Dakota Johnson não está sentada à minha frente.

Enquanto isso, eu começo a pesquisar sobre ela com a intensidade de um assassino em série—apenas mais minuciosamente. Ela dirige um Ford F-150 e também um Porsche Carrera. Seu número de calçado é 35. Sua cor favorita é laranja (de acordo com a Internet). Ela é tímida com redes sociais, que torna extremamente difícil descobrir curiosidades sobre ela. Ela fica nua para as câmeras com frequência. Nos anos 80, sua mãe era uma secretária em Manhattan e seu pai era um detetive disfarçado em Miami. E também, o número de calçado dela é 35.

Mas prazos são prazos, e por último me dizem “Você pode fazer uma entrevista por telefone e transcrevê-la até segunda-feira?” (É quinta-feira.)

No dia seguinte, às 13:30, o telefone começa a tocar—e não é DESCONHECIDO ou PRIVADO ou MARMONT, CHATEAU. É JOHNSON, DAKOTA. Eu admiro sua humildade antes de atender. “Eu comprei um café gelado. O de maior tamanho, tem gosto de água e eu estou brava pra caramba,” ela diz, rindo. Sua risada é como uma versão sônica de uma daquelas lâmpadas de transtorno afetivo sazonal—e as semanas que passei esperando por ela se dissipam em segundos. Não faço ideia do que ela está vestindo e, ainda assim, tenho o dever jornalístico de descrever, então peço para ela fazer isso para mim com mais detalhes possíveis.

“Estou nua!” Ela ri novamente e manda toda a serotonina do meu corpo para o meu cérebro. “Não, estou usando um traje hazmat e embaixo dele tenho um vestido de babados e lantejoulas porque é isso que eu uso quando estou malhando. E meias de casemira, e um chapéu fedora, porque quem não ama um fedora? Eu também estou usando muita maquiagem.” Ela começa a rir alto depois dessa última parte.

Ela está no carro. Johnson está dirigindo por Los Angeles, navegando suas ruas entrelaçadas com a confiança de alguém que essencialmente cresceu em Hollywood e com a habilidade de condução de alguém que nunca esteve lá e também não consegue dirigir. Durante o curso da nossa conversa, ela perde a saída para a via expressa (depois de 5 saídas!) e acaba indo para Crenshaw, uma vizinhança que ela descreve para mim como… um lugar onde ela não mora. Depois, ela quase atropela um pedestre cego. “O que eu faço?” ela grita comigo, uma pessoa a quase 5 mil quilômetros de distância. Eu não sei o que dizer além de “Não atropele-o!” Ela não confirma o status dele, mas é seguro dizer que pelo seu comportamento casual durante o restante da nossa ligação ela poupou sua vida.

Isso é um fato observável: Johnson é muito legal. Ela é legal em todas as métricas: a campanha da Gucci e os amigos famosos e os filmes prestigiados com diretores célebres. Ela também é legal de uma maneira intangível, autêntica. Isso é, talvez, o mais evidente em seu papel de musa casual para tantos. O diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele, levou Johnson ao Met Gala no ano passado depois de selecioná-la para estrelar na campanha Gucci Bloom ao lado de Hari Nef e Petra Collins. Luca Guadagnino, que surgiu como um dos diretores mais aclamados de 2017 por ‘Call Me By Your Name’, escalou Johnson em seu filme de 2015, ‘A Bigger Splash’, e os dois desenvolveram um grande relacionamento profissional, com mais projetos por vir. “Nós conversamos quase todos os dias,” ela diz. “Estamos constantemente criando e pensando o que vamos fazer a seguir, como iremos desenvolver… qual a próxima coisa que tentaremos completar?”

Os filmes de Guadagnino são cheios de espectros acima de espectros de emoções humanas, contando com performances puras, íntimas, intensas de seus atores para contar a história. “É aterrorizante,” Johnson explica. “Mas é catártico. E faz meu coração bater.” Em seus termos, esse é o papel do ator: ser vulnerável. Sentir tudo. Processar, simpatizar, transmitir tudo de volta à um público e esperar que alguém vá ao cinema sentir aquela relação. “Todos se tornaram tão isolados pelas redes sociais… mas às vezes essa é a coisa mais importante—apenas saber que alguém está lá que pode conversar com você e é uma pessoa de verdade,” ela diz. “Eu acredito na conexão humana.”

Em adição ao seu trabalho em filmes, Johnson está desenvolvendo uma instituição sem fins lucrativos chamada Instituto Kindness, uma rede digital de saúde que liga estudantes de medicina e doutores (e voluntários de saúde física e mental tanto da medicina oriental quanto ocidental) à pessoas que estão procurando respostas para tudo desde problemas de sinusite até problemas emocionais. “Um ponto central online,” ela me conta, “para ajudar as pessoas a entenderem seus corpos, serem gentis consigo mesmos e, em retorno, serem gentis com outras pessoas. Há um sistema de apoio, uma conversação, uma conexão.”

Como várias outras pessoas (não famosas) que conheço, Johnson passou pelo último ano como uma profunda crise pessoal, mas ela vê motivo para ser otimista.“Já faz um ano desde a eleição [presidencial em 2016], e muitos artistas que eu admiro tiraram aquele ano para aprimorar suas perspectivas.” Ela se refere àSarah Silverman, cujo programa de entrevistas, I Love You, America, estreou no final do ano passado—um comunicado de imprensa da Hulu descreve o programa como“[relacionando] com pessoas que talvez não concordem com suas opiniões pessoais através de honestidade, humor, interesse genuíno pelos outros.”Parece que Johnson encontra consolo em seu trabalho. “Eu não sei como explicar de uma forma que não soe sentimental, mas quando estou em um projeto, estou nele por uma certa razão, e estou envolvida com as pessoas por uma razão, e é sempre um tipo de casamento estranho com algo que está acontecendo em minha vida, ou o personagem tem alguma conexão com algo que está acontecendo [em minha vida].”

Isso é verdade em relação ao seu trabalho com Guadagnino, mas também à sua “grande franquia nua,” o sucesso que a impulsionou à vida de estrela de cinema há três anos. ‘Cinquenta Tons de Liberdade’, o terceiro e último longa da adaptação literária que fala sobre sadomasoquismo em que Johnson estrela desde 2015, estreia no mês que vem. Ela, decididamente, não está triste com o fim da trilogia. Mas, está extremamente grata pela experiência, que ela diz ter ajudado a moldá-la como uma atriz e como ser humano.

“Fundamentalmente, sou aberta e calorosa. Em meu núcleo, sou um coração sangrando. Mas, quando sua vida é exposta e quando o filme que expõe sua vida está expondo suas emoções e seu corpo, pode ser algo muito assustador. Durante essa experiência, aprendi que posso expor meu coração e minhas emoções e ainda consigo me proteger. Eu posso ser vulnerável e, ainda assim, forte. É um constante fluxo e refluxo, uma batalha de tentar descobrir como ter essas coisas coexistindo dentro de mim. É por isso que estou grata.”

Há uma humildade e autenticidade nela que a faz parecer uma civil impotentemente presa dentro do corpo de uma pessoa famosa. Mesmo quando ela revela a mim que seu principal meio de transporte é um Porsche (eu já sabia disso; foi uma pergunta de cortesia), ela o faz com vergonha: “Queria que fosse uma piada.” Ela dá a descrição real do que está usando, e eu incluirei aqui porque sou um jornalista. “Meu cabelo está muito sujo, meio oleoso, e estou usando um velho par de calça jeans preta e uma jaqueta jeans azul. Não tive tempo de lavar meu cabelo, então estou meio nojenta. Mas uma nojenta chique, sabe?” Certo. Alguma maquiagem? “Todos os meus protetores labiais têm um pouco de cor neles,” ela diz, adicionando com ironia, “porque eu sou uma garota.” Ela deixa escapar uma risadinha que faria um bebê coelho implodir. Sua escolha para os lábios hoje é um protetor labial cor de ameixa da marca By Terry que eu imagino que brilha na luz quando ela sorri, ou pega no seu cabelo, algo assim. Eu só posso especular.

Para todas as suas qualidades positivas, Johnson tem um grande defeito: Ela não é fofoqueira, o que é a coisa mais enfurecedora sobre falar com ela. No final da entrevista, eu abandono qualquer rastro de dignidade profissional e peço logo de cara alguma informação suculenta.“Vamos lá!” Eu imploro. “Uma coisa.” Ela procura algo em seu cérebro, mas a estrela em tempo integral, musa em meio período e às vezes fã de Coldplay (que dias antes havia voado para a Argentina para vê-los performar e definitivamente não para ver Chris Martin, que há rumores de ser seu novo namorado) não conseguiu achar nada excitante.“Estou tentando pensar em algo bom e engraçado,” ela diz, bem séria. “Sinto que quando você ouvir novamente [essa conversa] haverá algumas frases de efeito ridículas.” Ridículas, não. Está mais para sincera, irreverente, um pouco inesperada—e isso é apenas sua risada.

Tradução: Laura M.



20.12.2017
postado por Laura Melo e categorizado como Dakota Johnson, Entrevista, Fotos, Photoshoots

Realeza! O The Hollywood Reporter, em sua edição de 18 de dezembro de 2017, fez um especial com 22 famílias famosas, e dentre elas está nossa amada Dakota com seus pais, Melanie Griffith e Don Johnson, e sua avó, Tippi Hedren. Eles concederam uma breve entrevista à revista e você pode conferi-la, juntamente com os scans e outtakes, à seguir:

De volta no set do filme The Harrad (1972), um Don Johnson de 22 anos, em seu maior papel até então, atuou ao lado de uma lenda em formação, Tippi Hedren. Melanie Griffith, a filha de 14 anos de Hedren, que nos anos 80 e 90 se tornou uma das atrizes mais cobiçadas, interpretou uma estudante no filme. “Nós estávamos nas escadas dessa mansão da marca Anheuser-Busch esperando os preparativos,” disse Johnson. “Começamos a conversar.” Griffith lembra de um cenário que atualmente poderia provocar acusações e talvez até chamar a atenção da lei: “Eu achava que ele era a pessoa mais linda que havia visto.”

Dakota Johnson, 28 anos e estrela de Cinquenta Tons de Cinza que é o produto do segundo casamento entre Johnson e Griffith, entra na conversa: “Nunca ouvi essa história.” Griffith diz, com uma risada: “É, nós temos algumas que não te contamos.”

Quatro anos após o encontro nas escadas, a primeira das duas uniões (e divórcios) entre Griffith, de 60 anos, e Johnson, de 68, começou. Hedren, agora com 87 anos, lembra-se de suas apreensões. “Eles eram duas pessoas lindas e maravilhosas e, aqui, minha filha estava mostrando alguns sinais que eu nunca havia visto nela, com um homem mais velho, e houve apenas puro pânico,” ela diz. “Como você lida com isso? Existia uma grande ligação entre os dois.”Don acrescenta, “Ainda existe.” Griffith coloca a cabeça no ombro dele e Dakota brinca, “Eu mantenho meu terapeuta na discagem rápida.”

Apesar de uma história não-convencional, a família conseguiu o que poucos conseguiram, o que foi trabalhar com diretores famosos, desde Alfred Hitchcock (Hedren) e Mike Nichols (Griffith) até Sidney Lumet (Don) e David Fincher (Dakota). Cada um escolheu habilmente papeis significativos que capturou o espírito de cada uma de suas épocas: Hedren com Os Pássaros, Don Johnson com Miami Vice, Griffith com a indicação ao Oscar por Uma Secretária de Futuro e Dakota Johnson com a franquia de Cinquenta Tons.

A matriarca Hedren acendeu a trilha como uma das loiras de Hitchcock em Os Pássaros (1963) e Marnie, Confissões de uma Ladra um ano depois. Mas, por trás das câmeras, Hitcock assediou sua estrela impiedosamente, ameaçando acabar com sua carreira se ela não concordasse com suas demandas sexuais e isolando-a do resto do elenco, produção e de sua única filha com o falecido ator Peter Griffith. “Eu não tinha permissão para ir ao set,” diz Griffith. O diretor também mandou para Griffith, que tinha 6 anos de idade na época, uma estatueta de sua mãe deitada em uma caixa. “Era uma porra de um caixão!” exclama Griffith.

Mostrando sua força, décadas na frente do seu tempo, Hedren se recusou a fazer outro filme com Hitchcock apesar de estar trancfiada a um contrato de sete anos com ele. “Ela se tornou um exemplo do que nunca deixar acontecer na minha vida,” diz Griffith. “Espero que tenha passado isso para Dakota – ser forte no seu trabalho e consigo mesma.” Dakota, que aparece no próximo filme de Luca Guadagnino, Suspiria, e Cinquenta Tons de Liberdade, acrescenta: “Fui ensinada a me respeitar, assim como a ter graça e força. Nunca, antes desse momento, alguém da minha família disse [explicitamente], tipo, ‘Tenha cuidado.’ Às vezes, homens poderosos de Hollywood tentarão qualquer coisa.”

Dentre os quatro, a mais nova do clã é a mais ocupada, ou, como Griffith brinca, “Dakota é a única recebendo roteiros.” Mas Hedren – uma ativista de tigres que fundou a Reserva Shambala em Acton, Califórnia – ainda está firme e forte, aparecendo em um filme por ano. Em sua parte, Griffith está pegando trabalho de qualidade, interpretando um pequeno papel no filme que talvez fará parte da temporada de premiações, Artista do Desastre. Nos anos recentes, Don Johnson oscilou entre TV (Sick Note, do canal Sky Atlantic e Eastbound & Down, da HBO) e filmes, estrelando no longa Brawl in Cell Block 99 e no filme adulto Book Club (2018), ao lado de Mary Steenburgen, Jane Fonda e Diane Keaton (o filme foi vendido para a Paramount por $10 milhões como o maior acordo vindo do AFM [American Film Market]).

“Há coisas que temos que gerir [como atores],” diz Don Johnson. “Há tempos em que você é uma grande coisa na indústria e outros em que você não é. O que tudo acaba voltando para o trabalho e a alegria que você tem ao fazê-lo.”

Tradução: Laura M.