Entrevista de Dakota Johnson para a Dot. Magazine
25.01.2017

Promovendo ‘Cinquenta Tons Mais Escuros’, Dakota também conversou com a revista alemã Dot. Magazine. A seguir, confira a entrevista traduzida e os scans.

No final do primeiro filme, Anastasia Steele deixa Christian Grey e toma controle de sua vida. O que acontecerá com eles em Cinquenta Tons Mais Escuros?
Dakota Johnson: Na sequência, ela fica ciente de seus sentimentos por Christian – e se mostra extremamente forte admitindo e vivendo esses sentimentos. Os dois decidem retomar o relacionamento e, nesse tempo, Anastasia descobre mais sobre sua própria sexualidade, seu corpo e seus desejos de uma forma honesta e bonita.

Do que você mais gosta sobre a Anastasia?
DJ: Eu fiquei interessada pelo desenvolvimento sexual e emocional de uma jovem mulher, é claro. Mas, o que realmente me fascina é a força e simplicidade com que Anastasia explora sua sexualidade – e o quão auto-confiante ela é.

Christian Grey é um personagem muito complexo – interpretar ele deve ser uma experiência emocionante, também.
DJ: Definitivamente. Interpretar alguém que é sádico e possui fetiche sexual é uma tarefa complexa e fascinante. No segundo filme, nós descobrindo o que realmente aconteceu no passado de Christian, especialmente na sua infância. Nós aprendemos muito sobre abuso, rejeição e a causa dos seus problemas em confiar nas outras pessoas. No entanto, ele está mais suave e emocional, se abre mais e se mostra um homem bem engraçado.

Na sequência, muitos novos personagens são apresentados. Uma delas é Elena Lincoln, que teve um papel importante no passado de Christian e é interpretada por Kim Basinger. Como foi trabalhar com ela?
DJ: Trabalhar com ela foi pura alegria. Quando eu assisti ‘Nove e Meia Semanas de Amor’ pela primeira vez, meu mundo virou de cabeça para baixo – desde então, eu admiro muito Kim Basinger e seu trabalho. Ela é simplesmente muito talentosa e fascinante. Nos meus sonhos narcisistas, nossa colaboração juntas é meio que um ritual de iniciação, então é uma honra para mim. Estou ciente, claro, que nem eu nem ninguém nesse mundo é tão sexy quanto Kim em Nove e Meia Semanas de Amor, mas não vejo problema nisso.

Que papel o humor faz [no filme]?
DJ: Eu tenho a tendência de encontrar humor em todas as coisas, na verdade, até mesmo em situações completamente desagradáveis – o que me ajudou muito a lidar melhor com certas coisas. Foi semelhante com as gravações de ‘Cinquenta Tons Mais Escuros’. Eu espero que o humor que há no segundo livro da trilogia também possa ser visto e sentido nas telonas, e que dê ao público uma “pausa para respirar” – afinal de contar, o material do filme é intenso e também fantástico, o que é mostrado.

Você acha que é importante ter humor e não se levar muito a sério?
DJ: Sim, porque eu acho que pessoas sérias são realmente tediosas.

Os livros são um sucesso mundial. Como foi para você voltar ao papel de Anastasia Steele?
DJ: No primeiro filme, a pressão de trazer a história que tantos amam às telonas foi imensa. As expectativas estavam altas e foi intimidante. Não estou dizendo que foi muito fácil para mim, mas foi definitivamente mais familiar. Eu nunca havia feito sequências antes, ou nunca voltei para uma personagem de um filme ou uma equipe de produção. Jamie e eu já nos conhecíamos e já éramos bem familiares com o outro – isso tornou as coisas muito mais fáceis.

A química entre você e Jamie Dornan obviamente se encaixou no primeiro filme.
DJ: Definitivamente. Jamie possui uma profundeza e calma em si, mas também é inteligente e engraçado ao mesmo tempo. Essas são qualidades que eu acho que são decisivas na representação de Christian Grey. Nos tornamos bons amigos nas gravações do primeiro filme, e fico muito feliz por nos darmos tão bem. Se isso não tivesse acontecido, as gravações certamente teriam sido um pesadelo. Nós gravamos [as sequências] por seis meses, e a maior parte das cenas do filme eram entre Christian e Ana. Isso é muito tempo que se passa com o outro.

Como foi gravar as cenas intensas de sadomasoquismo?
DJ: A quantidade de cenas de sexo que tivemos de filmar para o filme foi bem intimidante. Tentamos levar tudo isso com leveza, mas ainda assim garantindo que tudo estava o mais realista e intenso possível. Gravar tais cenas pode ser desafiador tanto emocional quanto fisicamente.

Anastasia amadureceu e se tornou uma mulher auto-confiante. Esse é um adjetivo encontrado em muitas das personagens femininas de hoje em dia. Você tem orgulho de encorpar essa mulher jovem e livre?
DJ: Eu acredito que é aspecto mais importante do cinema contemporâneo. Nós precisamos mostrar mais mulheres auto-confiantes e determinadas no cinema, que se levantam e se movem. Isso tem muito importância, nesse momento, com as atuais mudanças políticas e sociais.

Tradução: Laura M.

postado por Laura Melo na categoria Cinquenta tons mais escuros